Explicação da Vida
Mundo cruel,
Doce fel;
De quem pensa, triste é a decisão
Arcaica e moderna,
Simultâneas a mente fode,
A torre de babel erguendo-se,
No centro da mente, justamente.
E se tenta explicar-se o mundo,
Explicar não se pode mais;
Um, a fé diz ser,
Em inalcançável algo,
Narcísico, onisciente, onipotente e onipresente,
Que a maldade deixar ocorrer,
Por querer a justiça promover,
Somente na rampa dos céus.
Dizer, outro faz,
É um incesto: a vida é incesto,
desejo incestuoso,
Ergue-se o falo quando a genitora marca espaço,
Subir a faca faz, se o acompanhante moral, impede o falo,
E, disso tudo, surge a vida e o pesar.
Na cruz eu preso,
Diz, outro,
Ser somente uma unidade,
Hereditária, fundamental,
De tudo a base;
Gene, oh, majestade és;
Que do acaso,
- Acidente, pois, da matéria, bateu-se o carro -
Do caos pariu-se a ordem,
E da guerra do sem pensar,
Encontramo-nos num acidente,
Uma acaso que nasce e finda.
Sem solução, prossigo à morte;
Lembro-me bem, a caçar água, saí,
Pois a água que eu tinha,
- Ah, a mágica água, como fácil eras -
de beber difícil era;
Agora, cá eu aqui estou,
Ainda à caça d'agua,
Vi que bebendo lama eu poderia,
No passado, estar fazendo;
Quer dor,
Que pranto,
Nada cura,
Nada sara
Solucionada? nada,
nada nada
e nem mesmo nadar pode:
a água, talvez, existir é que não possa.
Doce fel;
De quem pensa, triste é a decisão
Arcaica e moderna,
Simultâneas a mente fode,
A torre de babel erguendo-se,
No centro da mente, justamente.
E se tenta explicar-se o mundo,
Explicar não se pode mais;
Um, a fé diz ser,
Em inalcançável algo,
Narcísico, onisciente, onipotente e onipresente,
Que a maldade deixar ocorrer,
Por querer a justiça promover,
Somente na rampa dos céus.
Dizer, outro faz,
É um incesto: a vida é incesto,
desejo incestuoso,
Ergue-se o falo quando a genitora marca espaço,
Subir a faca faz, se o acompanhante moral, impede o falo,
E, disso tudo, surge a vida e o pesar.
Na cruz eu preso,
Diz, outro,
Ser somente uma unidade,
Hereditária, fundamental,
De tudo a base;
Gene, oh, majestade és;
Que do acaso,
- Acidente, pois, da matéria, bateu-se o carro -
Do caos pariu-se a ordem,
E da guerra do sem pensar,
Encontramo-nos num acidente,
Uma acaso que nasce e finda.
Sem solução, prossigo à morte;
Lembro-me bem, a caçar água, saí,
Pois a água que eu tinha,
- Ah, a mágica água, como fácil eras -
de beber difícil era;
Agora, cá eu aqui estou,
Ainda à caça d'agua,
Vi que bebendo lama eu poderia,
No passado, estar fazendo;
Quer dor,
Que pranto,
Nada cura,
Nada sara
Solucionada? nada,
nada nada
e nem mesmo nadar pode:
a água, talvez, existir é que não possa.
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