Vens, em dias normais, assim
Vens, em dias normais, assim,
que habito tranquilamente
e se apossa de mim;
Como lava, que desponta do vulcão,
E vagarosamente
Devasta as casas, ao chão;
Tal qual a água
Que entra pela narina
Tomando conta dos pulmões
e tirando-me a vida;
Mata-me docemente, aos poucos,
Derruba as casas do vilarejo Eu.
Como manda a sina dos loucos
Afogas cruelmente o peito meu.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2017-10-02
Versos intensos que calam fundo...tocam a alma, parabéns!!!
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*