COM A SEDE DAS FORNALHAS
Eu passava os dias sonhando
com a mulher amada
achava que ela viria um dia
em camisola transparente
andando ao meu encontro
na displicência de quem demora
e o vento colava a camisola em seu corpo
e me entorpecia de desejo
à noite ela me visitava o pensamento
e nós conversávamos baixinho
para não acordar os outros da casa
e ríamos baixinho
fazendo gestos com as mãos
e encolhendo o corpo num abraço
horas a fio fiávamos o tempo
e nos beijávamos como noivos
e nos amávamos com a sede das fornalhas
que aqueciam os engenhos de cana
eu lembro de tudo que quase foi
cada pedaço de nós que costuramos
com as linhas da solidão.
com a mulher amada
achava que ela viria um dia
em camisola transparente
andando ao meu encontro
na displicência de quem demora
e o vento colava a camisola em seu corpo
e me entorpecia de desejo
à noite ela me visitava o pensamento
e nós conversávamos baixinho
para não acordar os outros da casa
e ríamos baixinho
fazendo gestos com as mãos
e encolhendo o corpo num abraço
horas a fio fiávamos o tempo
e nos beijávamos como noivos
e nos amávamos com a sede das fornalhas
que aqueciam os engenhos de cana
eu lembro de tudo que quase foi
cada pedaço de nós que costuramos
com as linhas da solidão.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2017-10-09
Lirismo e sensibilidade numa poesia maravilhosa, parabéns poeta!
Outros poemas de participantes
O encanto do mares.
Todas as manhãs o mar está encantado pois procura com seu movimento , acordar o espírito do infinito. Os anjos estão pairados sobre ele…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
De ser
navegante de si impunemente nade todos os mares do que sente dê-se ao quanto ancorado na alma derramando na vida todas as falas seja como…
AurelioAquino
Perder-se do sol
Onde o cheiro do esquecimento ?
Onde soa mais real o eco
daquela canção que atormenta:
nas pedras do teu ouvido ?
no…
Darlan de Matos Cunha
Falta algo no conceito ?
Falta algo ? . Onde estavas se na época maior aqui não estavas ? Perdas e ganhos à mão pedras de sal no encontro pedra de açúcar no c…
Darlan de Matos Cunha