O motivo
Minha fonte de inspiração?
É minha dor.
Dor de existir.
Dor do não pertencimento a esse mundo.
É ela que me mantém vivo.
É ela que me dá forças para superar cada dia,
cada situação.
Cada interação.
É doloroso, percebe, caro leitor?
Relacionar-me com essas pessoas; ter que encará-las.
Me sinto um estranho ao lado delas.
Sinto-me como se não fizesse parte do ambiente em que vivem.
Sinto que não faço parte do seu mundo.
Ah! O seu mundo.
Dizei a mim: como tu consegues viver nele?
Mundo de aparências, de superficialidades, de... de... mundo de nada.
Mundo de mentiras que a ti engana, mas a mim jamais enganará.
Acho que por isso nele não consigo viver.
Por isso, não sou capaz de me identificar,
de me reconhecer,
de saber quem verdadeiramente sou.
A minha dor, caro leitor, é essa...
É essa solidão, esse vazio,
esse sentimento de não fazer parte do mundo de mentiras.
A dor que vivencio, é a dor de não poder ser quem sou.
Por isso, a viver de aparências nesse lugar, preciso.
Só o que me resta, é relatar minha pungente dor.
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Autor: RSS (Um poeta qualquer)
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha