Deus e o eu
Sem motivo aparente,
Decidiu permanecer só.
E o fez.
Por alguns duradouros instantes.
Nu, num quarto vazio.
Foi então que na solidão se encontrou.
E pôde demorar-se em si mesmo.
Aventura como aquela nunca vivera.
E viver lhe pareceu tão abonador.
Tão revelador.
Despiu-se de roupas e coisas
Por óbvio,
Mas também das máscaras.
Das ansiedades.
Dos demais pensamentos que pesam.
Das intolerâncias que secam.
E das tantas futilidades de seu cotidiano.
Era o encontro com o Deus.
Desconhecido eu.
Comentários (1)
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2017-10-17
A metafísica. A transcendência. Obrigado por tentar trazer à tona versos mais profundos de intenção.
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