À bolina dos ventos

Respiro e saboreio cada momento definitivo
Tenho na intuição dos prazeres o reencontro
E a assinatura do silêncio quase coercivo gotejando
Entre a solidão e os deleites de um sonho tão bem nutrido
Na horta das minhas ilusões planto a esperança
Que renasce esgotando o cálice onde deposito cada
Lágrima de júbilo escorrendo na face do tempo fugitivo
Exibindo seu indomável silêncio sempre mais paliativo
Nado num passível momento do tempo onde me afogo
Em cada sufocante maresia bradando intempestiva até
Que as margens do amor se unam para sempre assim interactivas
O vento iça para longe teus perfumes poluindo o oceano de solidão onde
Visto aquela onda uivando à bolina, desaguando cativa, para gáudio
De cada maré sucumbindo a nossos pés tão afoita virtuosa...regenerativa
Frederico de Castro
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