A ante penúltima solidão

De per si o tempo converteu-se num carinho latindo em
Cada hora sorumbática morrendo minuto a minuto
Ao revogar até este silêncio esdrúxulo, absolutamente
Espontâneo divagando...por mim assim tão cutâneo
A solidão nem hora tem de chegada ou partida
Cada instante, num instante quase extemporâneo deixa
Aquela gargalhada interna acrochar-se na engrenagem do
Silêncio lacrimogéneo, excêntrico, retilíneo...tão heterogéneo
A noite vagando mais só ruma a um desconhecido
Sonho bailando lá naquele ante penúltimo beijo atónito
Solidário, submergindo no nupcial prazer tecido e embalado
Numa rejuvenescida emoção glamorosa, implícita...matemática
Sobram os sorrisos da manhã que desperta excepcional para acalento
Dos meus lirismos mais artesanais onde como empreiteiro da poesia
Reconstruo dos cacos a felicidade colmatada, desinibida embebedando
Estes versos debruados com palavras de amor intrépidas e bem supridas
Frederico de Castro
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