SIMPLESMENTE NÃO HÁ OUTRO CAMINHO

... como escrever
poesias sem falar de mim, por mim
e para mim?
E, se sou niilista,
e sabem disso, como escrever sem
a algo do sapiens, ou de mim,
destruir?
A carne
é fraca e triste demasiado quando
de riscos e rios se encharca
para dela eu falar,
a sapiens mente
é um prato muito desejável,
mas impossível lhe saborear sem
aproveitar da demência
que lhe há,
e o amor
é algo que dizem sentir
ou querer sentir sem nunca saberem
exatamente o que é.
Então,
mais uma vez pergunto(me)
como falar de ou escrever qualquer
coisa, sem mostrar suas
sombras,
se é exatamente
quando tento me dirigir aos sóis que,
ao contrário das fênix, sempre
me sobro cinzas?
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