Soneto de um tolo
Eu homem moribundo, cansado
Imundo, minha vida são trapos
Acordo pensando em como vai ser
Todo dia decido se vou morrer
A morte é o fim de tudo, pra mim
Mas não é a morte que assusta
é não ter que olhar mais pra ti
E perceber que a vida é injusta
Não sou o mais belo,
não sou talentoso, nada de valioso
o que eu tenho é ouro de tolo
Meu ouro causa dor,
eu soubesse que esse ouro bastaria,
viveria sem dor, daria a ti meu ouro... O amor
Comentários (1)
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2019-07-01
Profundo, dorido, lindo soneto...parabéns poeta pela inspiração! abraços, ania..
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