Desatino
Minhas elipses mentais
Tangenciam o impossível
Brincam de ser trapezistas
De se lançarem ao nada,
Só para encontrar tudo no chão.
Minhas elipses mentais
Abarcam o mundo visível e invisível.
Imaginável e subterrâneo
Entram em frestas, trincas,
Arestas, cavernas e umbrais
Penetram no sólido momento
Da solidão vulgar
Do tempo presente e
As órbitas dessas elipses
Atraem todo tipo de poesia
Poesia de amor,
De tristeza...
A melancolia métrica dos suicidas
A dose extra
de sonífero e veneno
A espoleta,
O gatilho e
Enfim, o desatino.
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Gisele Leite
Autor
2012-08-12
Obrigada, João Euzebio. Abs cariocas. Gisele
2012-08-12
Não sei onde foi buscar esta inspiração mas teu poema é lindo e nos faz sonhar acordado como se realidade pudesse nos dar este sonho. Parabéns está lindo.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha