... minhas poesias
são dias sem sóis, com chuvas
ventanias e vesanias
corredeiras;

minhas poesias
são noites sem estrelas, com seus
entre-espaços vazios
e negros;

minhas poesias
são o oposto do azul do céu, da vastidão do mar
e do esplêndido e sublime
sonho lunar;

minhas poesias
são reflexos fragmentados
- geralmente não assumidos à luz
que toca os espelhos -,

que se me emanam
quando estou sozinho e desnudado,
tentando (em vão)
me lavar.
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