Não, querida,
não agora neste momento
em que os bailes a fantasias
estão à toda,

mas quando estiveres velha,
corcunda e lenta

- sem que os extáticos desejos
e as esplêndidas imagens do caminho
te enganem as retinas -,

olha para trás
e sussurra um nome ao vento,
para que ele leve os ecos
de tua voz cansada,

ao túmulo
daquele a quem,
indubitavelmente,
tenhas amado em tua vida
passarinha.
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