Labor do ardor, labor do amor
01/12/2006
Deito e penso
Penso em não me levantar
Para ter que entrar
No labor do ardor
Quero laborar sem me esgotar
Quero criar, quero gritar
Gritar para dizer e estremecer
Que o labor do ardor
Me arde a alma e me corrói a calma
Prefiro deitar e pensar
Pensar nas ondas do mar
Que me levam a imaginar
E num instante me calar
Me calo para sentir o calo
O calo no meu coração
Que também fere a minha mão
E destrói minha emoção
Calo na mão, calo no coração
Calo no peito, calo no jeito
Me calo para sentir, calo o meu pensamento
Pensamento que não voa
Pensamento que ressoa
Ressoa a pessoa no som que doa
Dói na alma e tira a calma
Dói no peito
Dói no jeito
Dói no pensamento
Pensamento que não sente
Pensamento dormente
Sinta o calo
Cala-te para vê-lo
Cala o calo
O calo do labor do ardor
Que não faz nascer a flor
Só faz nascer a dor
Cria a flor
Cria o amor
Destrua o labor do ardor
E que assim nasça o labor do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006
Todos os direitos reservados. Esta obra ou parte dela poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados desde que seja citada a fonte e sejam garantidos os direitos autorais.
Deito e penso
Penso em não me levantar
Para ter que entrar
No labor do ardor
Quero laborar sem me esgotar
Quero criar, quero gritar
Gritar para dizer e estremecer
Que o labor do ardor
Me arde a alma e me corrói a calma
Prefiro deitar e pensar
Pensar nas ondas do mar
Que me levam a imaginar
E num instante me calar
Me calo para sentir o calo
O calo no meu coração
Que também fere a minha mão
E destrói minha emoção
Calo na mão, calo no coração
Calo no peito, calo no jeito
Me calo para sentir, calo o meu pensamento
Pensamento que não voa
Pensamento que ressoa
Ressoa a pessoa no som que doa
Dói na alma e tira a calma
Dói no peito
Dói no jeito
Dói no pensamento
Pensamento que não sente
Pensamento dormente
Sinta o calo
Cala-te para vê-lo
Cala o calo
O calo do labor do ardor
Que não faz nascer a flor
Só faz nascer a dor
Cria a flor
Cria o amor
Destrua o labor do ardor
E que assim nasça o labor do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006
Todos os direitos reservados. Esta obra ou parte dela poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados desde que seja citada a fonte e sejam garantidos os direitos autorais.
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