ATÉ QUANDO ESPERAR?

Qual geometria
seria perfeita no conglomerado
de razões e emoções
dos homens?
Que de imperfeitas
abnomalias não possam nascer
filhos naturais?
Devo dizer que
nem as bocas, silenciadas em doces
beijos;
nem os corpos,
suados em frenéticos
êxtases;
nem as fés,
esperançadas em sublimes
deuses;
nem os sonhos,
delirados em regozijados
amores;
nem nada que frutificar
dos sapiens possa descrever
- ou (re) inaugurar -
a coisa alguma,
a não ser
com suas abstratas
e espúrias artes, condenadas a se findarem,
em morte de tudo que lhes estiver
às bordas,
quando
o apagamento - com seus ocasos
e possibilidades -
vigorar!
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