Galeria Retrô
Ao longe sente-se a voz da arte,
o caminho são todo vozes levantadas
feito brasas em contorno de obra.
Tragos e o grande final são
acompanhados de um leve crepitar,
as peles ganham vibração e tocam,
aos sentidos se somam novamente,
cor e cheiro são seu éter.
Seu sangue irriga e traz
uma ideia da profundeza da terra.
Antes de sair da unidade
o desapego é a menor energia,
o horizonte uma seleta de auroras
cercada de espelhos convexos,
o reflexo a substância do ser.
O eco são adornos de rocha
locupletando eus-líricos hermafroditas
para honrar os tons superiores,
um dia que fosse por origem.
Fica fácil seguir os tempos
das colunas vis da engrenagem viciando
a partir das lascas que restam.
07/09
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