MEU MAR!

Um dia, quem sabe,
terei lábios em que possa
matar minha sede,
sem o veneno das palavras
regozijadas;
e talvez um corpo,
onde possa saciar minha fome
e mergulhar meus desejos
mais secretos,
sem que alguma elucubração
me seja mirada;
e o mais importante:
um transcendente enlace,
sem tempo de antes,
ou de após,
ao qual me seja possível
manter vivo
o sonho de um amor
pueril e eternal.
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