Transcedência.

Abrem-se brancas e sensiveis,
como vorazes nuvens a deriva
a cada passo seguida
como olhos noturnos.
Sem exclusão social,
sem deixar traços, no silêncio
da viagem em finitude
vejo os reflexos, como folhas de papel
cravada na metamorfose intacta.
Em densas florestas,
fecham-se o verde arboral,
onde as palavras caminham
como ecos infernais.
Traço matizes,
pesam os olhos, na calma noite
como uma grande floresta,
de braços multiplicados
na rigidez umida do solo sutil.
Como parte de um todo,
não surgem marés cantando auroras
se enreda, procede como choro
de um útero maduro pela vida,
na peregrinação seguê
o ritmo peridural.
13.11.217
img gloogle.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*