No meu mar
Sob o céu estrelado, na lua tão cheia do teu brilho, as ondas se quebram. Como o sincronismo do teu corpo que se estende na curva do meu. Num movimento desconexo as águas se perdem na mesma intensidade que inflama o que em demasia preenche. A noite! O mar lamentando a euforia dos ventos, o sonho que não apaga, teu tudo que flui sem pensar. Na brisa que leva o que enleva, sinto! Pensamento profundo... Na pele exsudada que escorre na minha carne. No olhar que reflete no breu da escuridão. No que desliza, onde escorrem os anseios. No seio rijo, no perfume escaldado que finca. Nas unhas que impregnam na pele, no tudo que envolve o véu da volúpia. Nas mãos que seguem firme no toque e nos dedos que perfuram o oculto e entrelaçam nos cabelos. No olhar que se olha e na boca que almeja o beijo inesperado. Na língua que alcança o horizonte e acalma a tempestade. Na saudade que perpetua nos dias. No meu mar onde a tua incógnita adormece as ondas e no teu inóspito onde adormecem os meus desejos.
Comentários (1)
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2012-09-04
Que bonito poema Marina lindo de se ler e imaginar é como ir de um sonho a realidade. Parabéns
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