Confusões
E na fuga dos sentimentos, nua, crua, nos devaneios que permeiam a minha lucidez. Sinto o que enleva e maltrata com a mesma intensidade. Na dor que prende, no gozo ardente, na euforia do calor. No que trinca em meu corpo sedento. Na saudade que atravessa o peito e cega as ilusões. Na lamúria que cerceia os sentidos. Em ti, quando invade o ápice do meu precipício. No pensamento indefeso, na incógnita do amor pressentido. E no olhar que confunde o meu brilho, prendo-me sem saída. No beijo que cala o meu silêncio e que lava minh'alma. No coração que lamenta a paixão arrasada, padeço dentro de mim.
Comentários (1)
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2012-09-04
Gostei de como conseguiu mergulhar em algo que normalmente se foge (sentimentos imprecisos) e trazer a tona em formas de palavras, devaneios lapidados, uma sensação realista, dolorosa e ao mesmo tempo emoldurada pelo bom gosto.
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