COMO A BONECA RUSSA EM CASA DE SILÊNCIOS

... os ontens
e o que é do mundo,

tantas portas
e janelas abertas,

ventando para
todo lado;

e eu, o tempo todo,
estava dentro,

ali no escuro
do quarto fechado,

sem que pudesses
perceber

que eu não
queria apalavradas sempiternidades,

mas apenas um sentar
em sincera paz

ao meu lado,

e, se possível,
algumas flores esparramadas
pelo escuro chão
do quarto.
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