Entre o ser e o Defeito
Se eu pudesse ter no ser, o que não cerro
De facto no peito. Inquieto e fraco,
Não trairia na consciência, um sonho outro,
Quando sonhava um sonho ilógico
Em que não disfarçava o que sentia. Tinha fé, confiança
Em mim e num desvairado céu em arco,
Na distancia verde/anil e autêntica,
Mas no fim dele, não encontrei
A ponte que, dizem-da existência
Ter a resposta, nem o festim da dita...
Aguardo ainda o dia de partir, à rédea solta,
Montado na minha outra alma favorita
E sentir-me como ela, peculiar...
Mas sem lhe pertencer na veleidade.
O que sinto agora, só de a pensar,
Leva-me à visão fugaz, dáum ouro prometido,
Que não encontro no fundo do espírito.
Acordo horas antes de expirar o meu tempo,
Viajando seminu, sob uma abóbada cinzenta,
Encerrado perpétuamente, entre o ser e o defeito.
Joel Matos (09/2011)
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