Poema Dúbio
Tive fome,
Não tinha o que comer,
Tive sono sem ter onde dormir,
Senti saudade da minha mãe,
Mas ela se foi,
Lembrei-me do meu pai,
Que há muito não vejo,
Perdi meu melhor amigo,
Retornei para casa,
Sabendo das panelas vazias,
Desejei um abraço,
Não encontrei que pudesse ofertá-lo,
Não perdoei,
Chorei por alguém,
Fui indiferente,
Incondizente,
Perdi meu emprego,
Duvidei de Deus,
Não tive fé,
Nem mesmo orei,
Perdi tempo,
Julguei,
Fui desonesto,
Indigesto,
Hoje neste mundo,
São tantas coisas,
Que o poema sangraria,
Teria pena,
Cairia em prantos,
Velaria teus mortos.
Todos os dias morremos,
Renascemos e sofremos
Julgamos e matamos,
Ressuscitamos,
Diante de tantas coisas,
Deixamos de perceber,
Que a humanidade é uma só,
Com todas as suas fragilidades,
Esta natureza rebelde,
Selvagem,
De mãos abençoadas,
Em faces monstruosas,
Caudalosas em seus surtos,
Um livros de páginas em branco,
Tal qual nossa alma em seus arquétipos.
Não tinha o que comer,
Tive sono sem ter onde dormir,
Senti saudade da minha mãe,
Mas ela se foi,
Lembrei-me do meu pai,
Que há muito não vejo,
Perdi meu melhor amigo,
Retornei para casa,
Sabendo das panelas vazias,
Desejei um abraço,
Não encontrei que pudesse ofertá-lo,
Não perdoei,
Chorei por alguém,
Fui indiferente,
Incondizente,
Perdi meu emprego,
Duvidei de Deus,
Não tive fé,
Nem mesmo orei,
Perdi tempo,
Julguei,
Fui desonesto,
Indigesto,
Hoje neste mundo,
São tantas coisas,
Que o poema sangraria,
Teria pena,
Cairia em prantos,
Velaria teus mortos.
Todos os dias morremos,
Renascemos e sofremos
Julgamos e matamos,
Ressuscitamos,
Diante de tantas coisas,
Deixamos de perceber,
Que a humanidade é uma só,
Com todas as suas fragilidades,
Esta natureza rebelde,
Selvagem,
De mãos abençoadas,
Em faces monstruosas,
Caudalosas em seus surtos,
Um livros de páginas em branco,
Tal qual nossa alma em seus arquétipos.
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