Meiose apoteosis

Com pingos de mel adocicas o palato
Dos meus silêncios
Amamentas o imperativo desejo tão evidente
Naquela gargalhada vadiando furtivamente
Escorres adocicante dos favos da minha solidão
Onde ocorre a metamorfose gratificante de tantos
Beijos em comunhão
Polinizas as pétalas das ilusões mais tonificantes
Entreabrindo os estames dos meus desejos onde
Fecundo os esporos ávidos...germinando refrescantes
Reproduzes a vida que acontece expressivamente
Aguda, vorazmente...herança explicita qual meiose
Das nossas células apaixonadamente expeditas
Quero-te assim satisfeita, ígnea, halófita desaguando
Nas minhas maresias solícitas até que uma onda
Prodigiosa nos cubra numa fusão de marés tão graciosas
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*