REAMAR

                        Paulo Sérgio Rosseto

Às vezes chove fino sem ventania
Às vezes o mar de repente para e se esconde da onda
Na calma propícia da brisa envolta de sal

É quando sem luzes descerra-se o escuro
Nas largas avenidas dos oceanos da ânsia
E nosso peito parece arrefecer no carvão

Recolhemos os pés cerramos as mãos
Pintamos a face com o branco da cal
Contamos com os lábios os fios da visão

Sozinha entre o reverso e a astúcia
Tua pista iluminada guarda meu pouso
E cego mergulho certo de que me aguarda
A façanha inconteste de em ti descer
Para dentro dos teus braços extrair teu vício
Agarrar teu voo saciar a minha alma
E pleno de ti tornar a nascer

@psrosseto

462 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.