19 de Outubro
Tudo é branco
Estou cercado por essas paredes pálidas
Elas são tão claras
Eu não me vejo nelas
Em meus contornos vejo apenas o branco
Ele me sufoca
Esse cubo me aperta
Eu não vejo saída
Me aperta, me sufoca muito
Estou ficando sem fôlego
Eu vejo esse preto
Sem fundo, sem fim
Ele me atrai
Eu posso me espremer até ele
Sentir e não sentir
O nada que ele contém
A irrealidade que é
Me entrego a todo o negro?
Me sufoco em todo esse branco?
Eu não sei, me ajudem a sair
Deixa eu ser
De todo preto e branco que me faz
Me encontro morto e sem cores
Vou ir ao além
Nascer sem o sentimento de ser esse refém
De todo esse preto e branco
Que um dia me fez
Estou cercado por essas paredes pálidas
Elas são tão claras
Eu não me vejo nelas
Em meus contornos vejo apenas o branco
Ele me sufoca
Esse cubo me aperta
Eu não vejo saída
Me aperta, me sufoca muito
Estou ficando sem fôlego
Eu vejo esse preto
Sem fundo, sem fim
Ele me atrai
Eu posso me espremer até ele
Sentir e não sentir
O nada que ele contém
A irrealidade que é
Me entrego a todo o negro?
Me sufoco em todo esse branco?
Eu não sei, me ajudem a sair
Deixa eu ser
De todo preto e branco que me faz
Me encontro morto e sem cores
Vou ir ao além
Nascer sem o sentimento de ser esse refém
De todo esse preto e branco
Que um dia me fez
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