A moldura que molda
Se banha em meu esparramar de sonhos
Todas as minhas cores transbordam
De toda minha obra já confeccionada
Eu vejo que derramo gostas lilás através das palmas
O chão transborda de sentimentos
Completamente encharcado de amarelo
Desenho flores com os dedos
Faço marcas em meu rosto
Corro livre pelos campos
Sinto crescer esse sentimento rosa
Todo o vermelho que já vi
Verde que abracei e beijei todas as noites
Azul que me confortou com seus cafunés
Negro que descança e acalma a alma
Figuras que criei
Pássaros, flores e pessoas
Coberto por todo esse prisma
Eu me vejo em paz
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