Ninho

Amarelo em retorcidos gemidos,
Empoleirados
No marrom enferrujado.
Tocadas de leve pelas folhas
Verdes endiabradas.
Paz ensolarada,
Quieta.
Indiferente é a quietude assombrosa
Que rodeia a consciência das manadas.
Aí, amor!
Foste parido em duras penas
E para sobreviver,
Consome a seiva
Que sustenta o consolo.
Noite que anda sem pressa
Deixe sua saliva nos sustentar,
Enquanto estamos desatinados
Em nossos paraísos artificiais.
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