DONA GINA
Ao balcão do café ela espevita
com o cigarro ao alto e a simpatia
ou o charme de quem já foi mulher bonita
a beber uns martinis ela espreita
se o marido a vê ou aparece a filha.
Depois lentamente vai prá mesa
onde a neta rabugenta come a sopa
que entorna e ela muito delicada
diz Paulinha tenha modos com franqueza
a recordar quando ainda era menina e
a ter medo depois que o pai lhe bata.
antonio tropa
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