DONA GINA
Ao balcão do café ela espevita
com o cigarro ao alto e a simpatia
ou o charme de quem já foi mulher bonita
a beber uns martinis ela espreita
se o marido a vê ou aparece a filha.
Depois lentamente vai prá mesa
onde a neta rabugenta come a sopa
que entorna e ela muito delicada
diz Paulinha tenha modos com franqueza
a recordar quando ainda era menina e
a ter medo depois que o pai lhe bata.
antonio tropa
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*