LAURO
Uma sombra agora sobre a tua cabeça
junto da árvore da casa por construir
à espera ainda que te abrace o bigode
loiro e perfumado do pai que há-de voltar.
A mãe que não te deixa e te culpa por seres
como o que a abandonou depois de tanto amor
e tu não entendes e sabes cuidar.
Por isso vestiste esse disfarce de soldado
isso que temias e acabaste por pedir
a mulher que te beija faz sopa e camisas
tão desesperada que te impede de sentir.
antonio tropa