O deserto
O deserto fala comigo, grita, esperneia.
Sou areia ao vento, dunas, miragem.
Preencho o meu vazio com palavras
como um poema, aceito o arco da forma.
Aprendo o silêncio com a música,
carrego pássaros de sangue nos ombros,
contemplo a rosa até queimar os olhos.
A minha vida é o violino do abismo.
Estou só como uma pedra sem árvore.
O poeta lavra a palavra com terra na boca,
com espirais de areia e sol nos olhos.
O poeta é um cão, ladra na noite,
disputa o osso do caos e perde.
Cavalgo para sempre o cavalo da loucura.
Sou areia ao vento, dunas, miragem.
Preencho o meu vazio com palavras
como um poema, aceito o arco da forma.
Aprendo o silêncio com a música,
carrego pássaros de sangue nos ombros,
contemplo a rosa até queimar os olhos.
A minha vida é o violino do abismo.
Estou só como uma pedra sem árvore.
O poeta lavra a palavra com terra na boca,
com espirais de areia e sol nos olhos.
O poeta é um cão, ladra na noite,
disputa o osso do caos e perde.
Cavalgo para sempre o cavalo da loucura.
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