ALCAINS EM AGOSTO
O canto da fábrica e da rapariga
O suor o ladrar do cão
O ar espelho de granito azul
O vento e as giestas.
A mulher da horta pela rua
O som do sino e da motorizada.
Passam de bicicleta
Os pedreiros da escola.
Os pardais.
Enquanto o velho adormece
O rapaz muda um pneu.
Muito pela sombra
O riso breve
A rapaziada
Os estudantes
Os que estão em França
Os que ainda não fazem nada.
A rua
A cerveja
O café
O futebol.
Por entre as ervas secas e as pedras
As ovelhas pastam mansamente
Alguém assobia lá ao longe
Está contente
Sorrio
E olho para o sol.
antónio tropa
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