Desolação
Ínicio. Sou só mais um algarismo,
Uma identidade sem nome conhecido,
Com um rótulo, onde se vê inscrito:
Onde e quando nasci, onde trabalho e onde vivo.
Todos os dias, ao acordar ao alvor,
Admiro o mesmo céu ausente de qualquer cor,
Noto as mesmas pessoas em suas rotinas,
Tal como ontem, e em qualquer dia anterior.
E despacho-me para seguir a minha,
Tal como ontem, e em qualquer dia anterior.
Qual será a nossa pressa, afinal ?
O que nos atrairá tanto p'ra esta existência?
Será o desejo de uma aparência
A algo prestável que esconda a nossa obsolência?
O que as cicatrizes simbolarizarão
Assim que a dor acalme o nosso coração?
Uma vez que estamos fadados a morrer,
O que a afasta de viver uma vida em vão?
O conceito de efemeridade assombra-me,
E abraço-o em mim como a minha salvação.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Parcéis
Ideais coloridos e pincéis,
realidade de sólidos parcéis.
[Nos lábios os sutis cordéis.]
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
rem
ombro sob a mão todo o peso do dia morde-me o cão qual relâmpago desperto da agonia o corpo intacto ante o vazio sem misticismo continuo…
Kátia Surreal
Parcel do Portinho
O Parcel do Portinho
tem algo parecido
com o teu coração,
Quando é preciso
mergulho, convicção,
muito amor e paixão.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Parcel da Deserta
De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor
infinito sempre se entrega.
Como quem mergulha
aqui no Parcel da Dese…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski