O CORPO DO AMOR
Regresso às primeiras claridades
ao vento que nasce nas colinas
e traz pelo silêncio das tardes
o cheiro de pinhais e tangerinas
O corpo do amor pelos caminhos
encontra-se nas aldeias nas herdades
súbitamente aparece nos subúrbios
e perde-se no meio das cidades.
Assim forte bom e insaciavel
do último acto vivo ainda quente
poisa agora os olhos na distância
na neve que se avista do cimento
Ali fica depois já sem cansaços
mais por hábito que solidão sofrida
a receber do ar o sol nos braços
que é tal como ele a própria vida.
antónio tropa
Comentários (1)
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2012-09-20
Bonito seu poema leve como a brisa forte como a tempestade mas cheia de encantos.Parabéns
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