Soberba
Soberba
"Não sou um mau pai.
Não negligencio as minhas filhas.
Não deixo de sentir falta delas 24 horas por dia.
Não sou um mau profissional.
Não descumpro as minhas obrigações de trabalho.
Não sou uma pessoa indiferente ao próximo.
Não deixo de transmitir o meu conhecimento às pessoas que necessitam.
Não sou inculto.
Não sou medíocre.
Não sou agressivo.
Não sinto inveja dos outros.
Não sou um filho ruim.
Não sou um irmão ruim.
Não sou um amante descortês ou muito menos ríspido.
Não trato com os pequenos com indiferença.
Não descuido do meio ambiente.
Não desperdiço comida.
Não bebo enquanto dirijo.
Não urino fora da privada.
E, por me achar tão virtuoso, embriago-me, soberbo, na maior das vaidades e das arrogâncias, e ainda me lambuzo do betume inflamável da passagem que me levará à decomposição do corpo;
Mas eu não ateio o fogo!!
Porque não deixei - ainda - de ser um covarde; pústula de sangue, de horrendas, indeléveis impurezas.
Um dia; quem sabe."
"Não sou um mau pai.
Não negligencio as minhas filhas.
Não deixo de sentir falta delas 24 horas por dia.
Não sou um mau profissional.
Não descumpro as minhas obrigações de trabalho.
Não sou uma pessoa indiferente ao próximo.
Não deixo de transmitir o meu conhecimento às pessoas que necessitam.
Não sou inculto.
Não sou medíocre.
Não sou agressivo.
Não sinto inveja dos outros.
Não sou um filho ruim.
Não sou um irmão ruim.
Não sou um amante descortês ou muito menos ríspido.
Não trato com os pequenos com indiferença.
Não descuido do meio ambiente.
Não desperdiço comida.
Não bebo enquanto dirijo.
Não urino fora da privada.
E, por me achar tão virtuoso, embriago-me, soberbo, na maior das vaidades e das arrogâncias, e ainda me lambuzo do betume inflamável da passagem que me levará à decomposição do corpo;
Mas eu não ateio o fogo!!
Porque não deixei - ainda - de ser um covarde; pústula de sangue, de horrendas, indeléveis impurezas.
Um dia; quem sabe."
(André Rodrigues Costa Oliveira)
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Girassóis de Inverno
Abre teus olhos para o mundo, ao longe do que não existe, do sol que, moribundo, se esconde, e cuja luz é, a cada dia, mais triste. Nada…
alexandre montalvan
Preocupações.
Eu mesmo não sei explicar toda a razão que me dá a vida para escrever tanto nestes últimos quatro anos . Somente a razão da mente pode me…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
caos antigo
pessoas com loas numa boa cheias de assertivas e outros ecos fosse onde fosse estivessem querias entre elas estar provar com elas o…
Darlan de Matos Cunha
Rusga verbal
as palavras voam no poeta, nave indefesa, rusga verbal a que se presta o verbo pulsando a fala joga o poeta em suas valas dardos inversos…
AurelioAquino