Caminho para a solidão

O olhar perdeu-se pelo lajedo da solidão
Musicou meu silêncio jorrando áspero...qual fusão
De um lívido lamento que se acoita refastelado na
Fria noite latindo inconsolável...em reclusão
Encrespado o mar dos meus silêncios transborda
Para além daqueles céus pendurados no negrume
Do tempo até que a solidão aconchegada pra longe deserte,
Nos braços da madrugada astuciosa, cristalizada, já inerte
Quão invisível despontou a manhã arrolhada aos ténues
Bocejos de uma insónia intranquila engordando o tempo
Que cresce na minha concêntrica esperança tão traquina
Vislumbro ao longe o halo da solidão pousando entre o
Sossego de todos os silêncios sibilando e aquela penúltima hora
Contemporizada ardendo, agreste, frívola...quase hipnotizada
Frederico de Castro
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