Manto da ilusão
O que não muda,
desconheço.
não defino essência
do que não vibra,
do que não tem
começo,
nem nevralgia,
Não reconheço aquilo
que não se vê na luz
não tem externo,
nem limite.
nem ser algum.
Aquilo que num deslize,
no múltiplo se perde
e torna-se medida,
mente, matéria, miséria,
retina, semente e cria
num olho vil
-um mundo ilusório!
doentio.
Não tem vida e morte,
nem tudo e nada
nem indo e vindo.
Só um infinito,
aqui e agora.
acontecendo
sem consciência de si.
Por um descuido,
um manto se ergue
nas formas.
e de repente se torna
mãos, pés, orelha, câncer,
pinto, buceta, olho, carranca,
droga por droga de cada
experimento besta que
distrai
minha verdadeira realidade,
e me encanta.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski