Manto da ilusão
O que não muda,
desconheço.
não defino essência
do que não vibra,
do que não tem
começo,
nem nevralgia,
Não reconheço aquilo
que não se vê na luz
não tem externo,
nem limite.
nem ser algum.
Aquilo que num deslize,
no múltiplo se perde
e torna-se medida,
mente, matéria, miséria,
retina, semente e cria
num olho vil
-um mundo ilusório!
doentio.
Não tem vida e morte,
nem tudo e nada
nem indo e vindo.
Só um infinito,
aqui e agora.
acontecendo
sem consciência de si.
Por um descuido,
um manto se ergue
nas formas.
e de repente se torna
mãos, pés, orelha, câncer,
pinto, buceta, olho, carranca,
droga por droga de cada
experimento besta que
distrai
minha verdadeira realidade,
e me encanta.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia
Aves de rapinas! - 02/08/2026
Os ladrões são como aves de rapinas
Sobrevoando o horizonte pra atacar,
Geralmente eles atacam nas surdinas,
…
Armando A. C. Garcia