O que não muda,

desconheço.

não defino essência

do que não vibra,

do que não tem

começo,

nem nevralgia,




Não reconheço aquilo

que não se vê na luz

não tem externo,

nem limite.

nem ser algum.




Aquilo que num deslize,

no múltiplo se perde

e torna-se medida,

mente, matéria, miséria,

retina, semente e cria

num olho vil

-um mundo ilusório!

doentio.




Não tem vida e morte,

nem tudo e nada

nem indo e vindo.

Só um infinito,

aqui e agora.

acontecendo

sem consciência de si.




Por um descuido,

um manto se ergue

nas formas.

e de repente se torna

mãos, pés, orelha, câncer,

pinto, buceta, olho, carranca,

droga por droga de cada

experimento besta que
distrai

minha verdadeira realidade,

e me encanta.
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