MIRAGEM AO DESERTO
Na miragem desértica,
a ausência de tua alva nuvem
em minhas noites vazias
e taciturnas;
no leito solitário,
a ausência de teu corpo
em minhas inércias
carrancudas;
na mente demente,
a constante chuva a inundar-me
as ilusórias horas mortas e as excitadas
luzes dos néons:
e tudo o mais,
misturado com faustos e falsos sabores
de infinitos, por onde (antes de
te perder)
me escorri,
ensandeci-me e me enferrujei assim,
tão enlaivecidamente
fecundo,
com minhas asas
inválidas, com minhas peles queimadas
e com minhas merdas defecadas
pedras afiadas.
a ausência de tua alva nuvem
em minhas noites vazias
e taciturnas;
no leito solitário,
a ausência de teu corpo
em minhas inércias
carrancudas;
na mente demente,
a constante chuva a inundar-me
as ilusórias horas mortas e as excitadas
luzes dos néons:
e tudo o mais,
misturado com faustos e falsos sabores
de infinitos, por onde (antes de
te perder)
me escorri,
ensandeci-me e me enferrujei assim,
tão enlaivecidamente
fecundo,
com minhas asas
inválidas, com minhas peles queimadas
e com minhas merdas defecadas
pedras afiadas.
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