CADÁVER QUE ANDA
... sedendo,
faminto e me arrastando
já há tanto tempo neste seco e sombrio
deserto,
já não alargo
minhas pupilas para imaginar
um mais razoável
horizonte,
já não alço
as asas dos sonhos para não
me quedar novamente da subsequente
encruzilhada,
já não dou ouvido
às canções dos anjos porque eles
me dilaceram levando-me ao inferno
dos homens.
Então,
apenas ativo o olfato,
aspire o perfume de uma flor
que resiste ao deserto,
aspiro
como se fosse o ultimo perfume
que sentirei em minha
vida,
tentando
me esquecer das passadas e incontáveis
chuvas de fogos e de pedras!
faminto e me arrastando
já há tanto tempo neste seco e sombrio
deserto,
já não alargo
minhas pupilas para imaginar
um mais razoável
horizonte,
já não alço
as asas dos sonhos para não
me quedar novamente da subsequente
encruzilhada,
já não dou ouvido
às canções dos anjos porque eles
me dilaceram levando-me ao inferno
dos homens.
Então,
apenas ativo o olfato,
aspire o perfume de uma flor
que resiste ao deserto,
aspiro
como se fosse o ultimo perfume
que sentirei em minha
vida,
tentando
me esquecer das passadas e incontáveis
chuvas de fogos e de pedras!
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