O NADA SEMPRE EXISTIU E EXISTIRÁ
Nada somos
senão o que reinventamos
com nossas retinas humanas
laivas
e senão
como nos reiventamos entre
coisas que perderam completamente
suas naturais virgindades
com nossos
sencientes olhares a elas
pousados;
ou seja,
a questão não é a noite,
não são as sombras, não são as luzes,
não são os mares, nem as estrelas,
e não é o amor,
nem é o desejo, nem é a mágoa,
nem é a esperança, nem é a angústia
e a dor:
a questão é que,
sendo o que há o nada reiventado,
mesmo despercebidamente, quando de nossa
passagem, é o nada que
ficará!
senão o que reinventamos
com nossas retinas humanas
laivas
e senão
como nos reiventamos entre
coisas que perderam completamente
suas naturais virgindades
com nossos
sencientes olhares a elas
pousados;
ou seja,
a questão não é a noite,
não são as sombras, não são as luzes,
não são os mares, nem as estrelas,
e não é o amor,
nem é o desejo, nem é a mágoa,
nem é a esperança, nem é a angústia
e a dor:
a questão é que,
sendo o que há o nada reiventado,
mesmo despercebidamente, quando de nossa
passagem, é o nada que
ficará!
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