EU, ELA E O MAR
Eu olhava de detrás
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
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