EU, ELA E O MAR
Eu olhava de detrás
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
de uma pedra, ela tirou a roupa,
não estava de biquíni e sim de sutiâ
e de calcinha,
foi andando
devagar até o mar, entrou,
e eu ali meio perto, meio distante
tal que ela não me percebia;
então veio
saindo e deixando as águas do mar
a lamentarem a ausência
de seu gosto:
eu vi,
eu vi, eu vi sim, aquele pacotinho
escurecido sob a calcinha
branca,
e, então,
eu que andava meio descrente
com as coisas, pensei: "É, Deus tem
mesmo que existir para ter inventado
uma coisa maravilhosa
como esta!"
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Andanças
o povo dança a rua abraça o tempo em sua luta cheiro da história assuntando seu curso ilações da matéria nas vias do futuro a multidão pu…
AurelioAquino
Escuridão
Minha voz recita
O que n’alma
No coração dilacera.
Um sopro de vida,
Um olhar sincero,
Uma dúvida,
Uma mágo…
killders
NÃO SEI...
Escrevo esse poema, Sem saber o que dizer, Deixo sair as palavras Meio sem querer. Quero ver onde chego, E se chego a algum lugar, Talve…
Celso Ciampi
Feito do brotar mais profundo
Foi
Através
Da sólida direção do todo
E não somente
De toda a totalidade e exatidão
Do sentimento
Que o intuit…
de Oliveira Melo