Êxtase
Quando eu morrer, lancem meu corpo à água do mar,
ao sal do mar.
Não sintam remorsos, não conjecturem paixões, cismas ou superstições.
Deixem que a morte se multiplique em mim,
permitam que o sol me coma ao amanhecer,
para que eu possa me dissipar envolvida por seu sêmen em chamas;
para que meus sonhos não adormeçam na lama pútrida; para que eu seja não mais um corpo, apenas,
mas uma multidão em cena;
para que eu possa renascer todos os dias a gozar na água do mar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski