DESDE O TEMPLO
... lembro-me
de quanto era criança,
despetalava
as flores brincando
e fazendo-as
morrer,
os pássaros
que eu pegavam morriam
ao meu bodoque ou
ao meu prazer,
as masturbações
corriam tenramente sem
a menor culpa
ou pudor:
hoje,
para se vingarem,
as flores se foram a outros
jardins,
os pássaros
fugiram a outros céus
e, por bater punheta, carrego
o peso de ser um puto
pecador!
de quanto era criança,
despetalava
as flores brincando
e fazendo-as
morrer,
os pássaros
que eu pegavam morriam
ao meu bodoque ou
ao meu prazer,
as masturbações
corriam tenramente sem
a menor culpa
ou pudor:
hoje,
para se vingarem,
as flores se foram a outros
jardins,
os pássaros
fugiram a outros céus
e, por bater punheta, carrego
o peso de ser um puto
pecador!
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