SEM ROTA DE FULGA

Não há como fugir,
nem como sobrepujar
o peso e a dor da hora morta
no momento seguinte;

o ontem passou em nada,
o minuto presente vai-se esvaindo,
obesa e desapercebidamente,
deixando restos de nada;

e o porvir são utopias
e sonhos de céus inaugurados
a se findarem em caixas-ilha de madeira,
submersas em meio à terra
e ao nada.
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