A centímetros da solidão

Os dias escorrem pelo vão das longas madrugadas
Enquanto o ressequido silêncio invade os restos de
Uma solidão vagando em cada lacuna desta tristeza
Corroída, vulnerável...subjugada
Pelas sombras da noite revela-se o murmúrio despojado
Deste olhar que sustenta o divagar do silêncio acoitado entre
As silvas do tempo ausente e aviltado onde indolentes
Pernoitam os lamentos atados a nós umbilicalmente complacentes
Nutri cada ausência mais reveladora e empolgada
Deixando por indemnizar aquela solidão que em nós
Se refastelava, mais implacável...tão bem propagandeada
Tirei as medidas ao tempo alimentando cada comprimento
Da saudade com mil centímetros destas memórias carentes
Espreitando pela fresta dos inconfessáveis desejos mais latentes
Frederico de Castro
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