AS CARTAS QUE NÃO MAIS PODES ME ESCREVER
Aguardarei
uma última carta depois
da última que me
escreveste;
e depois mais uma,
e outra última com tua caligrafia torta,
tal quais as flores que teimam fugir
das bordas de seus jarros,
sem darem chances
de toque aos esquálidos fulcros
das mesas vazias.
E aguardarei,
quem sabe, até alguns últimos beijos
em derradeiros atos
d'amor,
até que a morte
se torne inexoravelmente fatal
entre o caos e o vazio
de nossas frágeis
almas.
uma última carta depois
da última que me
escreveste;
e depois mais uma,
e outra última com tua caligrafia torta,
tal quais as flores que teimam fugir
das bordas de seus jarros,
sem darem chances
de toque aos esquálidos fulcros
das mesas vazias.
E aguardarei,
quem sabe, até alguns últimos beijos
em derradeiros atos
d'amor,
até que a morte
se torne inexoravelmente fatal
entre o caos e o vazio
de nossas frágeis
almas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tajy
Os olhos e o coração
florescem, tal qual
tajy no Rio Paraguai,
sob o céu austral,
Sempre que percebo
os teus bonitos sinai…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
histórias
Tu não sabes o que deves saber, mas já te conto algo a respeito. As histórias não terminam, e sim que mudam táticas, mudam de lugar trama…
Darlan de Matos Cunha
Desprezo.
O Amargor de um desprezo é sentido por todos os humanos ... por animais selvagens e domésticos - Aqui no meu bairro existia um ser human…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Lamentos II
Meus sentimentos estão a enfraquecer pois nada encontro ... para me fortalecer - a não ser o amor de Adonai em seu eterno perdão - para…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*