Gotículas de fragilidade

Unem-se gotas de orvalho matinal
Impregnam a manhã com seus hálitos
Adocicados murmurando uma ladainha
De invisíveis solidões tridimensionais
As ilusões espalham-se pela madrugada
Recreando uma carícia mais que intencional
Preâmbulo de muitos desejos
Escorregadios...sensacionais
O dia chega com indomável subtileza
Reergue até o silêncio que a seus pés
Se extasia com tamanha ardileza
Sou livre como o vento e não há arrimo
Que segure meus versos irreverentes e selvagens
Cabresto que algeme este amor pelas palavras
Que me nutrem e são decerto sempre cordiais
Frederico de Castro
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