TUA LUZ ME CONSOME
De tudo e de todos, ouvia apenas sussurros soçobrados,
incapazes de despertar-me do sono em que estava.
E como as folhas envelhecidas, levadas pelo vento,
de tão fracos e ensurdados, iam-se
desapercebidos.
Nem percebi quando ouvi aquela voz suave e negra
que foi se instalando em meu ser e penetrando minha alma.
Por que permiti que ela me tocasse tão forte
cortando minhas noites em sonhos
desnudos?
Estou a navegar em mar bravio, entre a densa névoa
que me protege da indesejada luz ao horizonte,
sem saber até quando conseguirei resistir ao forte
desejo que me queima e me consome
em delírios.
Procuro saída, desprovido das forças de outrora.
Tento esconder-me a alma da bela incensada
que deixa, nas noites silenciosas, sua essência inebriante,
e, nos sonhos meus, compartilha-me
seu amor.
Tornei-me refém de meu pensamento fugidio
que teima em voar imaginando um encontro ardente
em um vôo impossível. E as cores, que antes
não havia,
Agora cintilam fortes, em contornos negros.
Nem percebi quando comecei pintar em melodias,
no frio de papel, meus sonhos desvairados e perdidos
que o mancham de tal forma que a pintura
está condenada!
incapazes de despertar-me do sono em que estava.
E como as folhas envelhecidas, levadas pelo vento,
de tão fracos e ensurdados, iam-se
desapercebidos.
Nem percebi quando ouvi aquela voz suave e negra
que foi se instalando em meu ser e penetrando minha alma.
Por que permiti que ela me tocasse tão forte
cortando minhas noites em sonhos
desnudos?
Estou a navegar em mar bravio, entre a densa névoa
que me protege da indesejada luz ao horizonte,
sem saber até quando conseguirei resistir ao forte
desejo que me queima e me consome
em delírios.
Procuro saída, desprovido das forças de outrora.
Tento esconder-me a alma da bela incensada
que deixa, nas noites silenciosas, sua essência inebriante,
e, nos sonhos meus, compartilha-me
seu amor.
Tornei-me refém de meu pensamento fugidio
que teima em voar imaginando um encontro ardente
em um vôo impossível. E as cores, que antes
não havia,
Agora cintilam fortes, em contornos negros.
Nem percebi quando comecei pintar em melodias,
no frio de papel, meus sonhos desvairados e perdidos
que o mancham de tal forma que a pintura
está condenada!
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