Ressurreição de Euclides da Cunha * Antonio Cabral Filho - RJ
*
Ressurreição de Euclides da Cunha
01
Morre Euclides da Cunha
Ao engendrar a sublevação
Da Escola Militar da Praia Vermelha
E atirar seu sabre ao chão
Aos olhos do Ministro da Guerra
Tomás Coelho
Desapontado com seus companheiros
Por não cumprirem o protesto contra o Império
Combinado previamente,
Em 1889, por defender a república.
02
Euclides da Cunha, mais uma vez, morre
Quando foi traído por Saninha
Com o melhor amigo do marido
E parceiro dos treinos de tiro.
03
Uma vez mais morre Euclides da Cunha,
Ao trocar tiro com seu colega de farda,
Dilermando Cândido de Assis,
Amante de sua esposa,
Em 1909, possesso com a traição.
04
Outra vez Euclides da Cunha morre,
Desta feita duplamente,
Ao perder o filho Euclidinho,
Assassinado pelo amante da mãe,
Na tentativa de vingar o pai.
05
Mas a última morte de Euclides da Cunha
Não foi sua morte propriamente...
Foi sua ressurreição sobre a covardia
Do espírito de Judas travestido
Em falso amigo e esposa infiel,
E sua elevação ao céu dos vencedores,
Dos inesquecíveis nomes celebrados pela história
Todo dia em atos e festividades.
Salve Euclides da Cunha,
Pai e filho à luz da glória!
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Ressurreição de Euclides da Cunha
01
Morre Euclides da Cunha
Ao engendrar a sublevação
Da Escola Militar da Praia Vermelha
E atirar seu sabre ao chão
Aos olhos do Ministro da Guerra
Tomás Coelho
Desapontado com seus companheiros
Por não cumprirem o protesto contra o Império
Combinado previamente,
Em 1889, por defender a república.
02
Euclides da Cunha, mais uma vez, morre
Quando foi traído por Saninha
Com o melhor amigo do marido
E parceiro dos treinos de tiro.
03
Uma vez mais morre Euclides da Cunha,
Ao trocar tiro com seu colega de farda,
Dilermando Cândido de Assis,
Amante de sua esposa,
Em 1909, possesso com a traição.
04
Outra vez Euclides da Cunha morre,
Desta feita duplamente,
Ao perder o filho Euclidinho,
Assassinado pelo amante da mãe,
Na tentativa de vingar o pai.
05
Mas a última morte de Euclides da Cunha
Não foi sua morte propriamente...
Foi sua ressurreição sobre a covardia
Do espírito de Judas travestido
Em falso amigo e esposa infiel,
E sua elevação ao céu dos vencedores,
Dos inesquecíveis nomes celebrados pela história
Todo dia em atos e festividades.
Salve Euclides da Cunha,
Pai e filho à luz da glória!
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