O DESPERTAR DAS CRISÁLIDES
Ventos assoviam mansamente
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
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