HORA VAZIA
... sempre tive
o péssimo hábito de imaginar que
podia levar tudo no peito,
o que pensava
ser um mar, um céu ,
um paraíso onde houvesse uma possível
paz pela qual lutar,
o que pensava
amar e o que pensava odiar, sempre
transcendendo tolamente a dimensão
do real.
E ela ali,
do meu lado, dizendo-me que eu me andava
longe de mim mesmo,
com meus pensamentos
vagos, com meus desejos bastardos
E com minhas visões
embaçadas,
Sempre
alheio de que nossa sorte
já estava lançada!
o péssimo hábito de imaginar que
podia levar tudo no peito,
o que pensava
ser um mar, um céu ,
um paraíso onde houvesse uma possível
paz pela qual lutar,
o que pensava
amar e o que pensava odiar, sempre
transcendendo tolamente a dimensão
do real.
E ela ali,
do meu lado, dizendo-me que eu me andava
longe de mim mesmo,
com meus pensamentos
vagos, com meus desejos bastardos
E com minhas visões
embaçadas,
Sempre
alheio de que nossa sorte
já estava lançada!
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